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  • guibleme 12:06 am em September 1, 2010 Link Permanente | Responder
    Tags: crescer, decisões, maturidade, nova, responsabilidade, vida   

    That’s it: time to grow up. 

    Como de praxe, começamos o post com a música do momento.

    Ouvindo:

    Olá, caros leitores.

    Muito, mas muito tempo depois do úlitmo post, eu venho sentar em frente à esse lindo PC e fazer um post para esse blog, que há tempos vem sido mantido pela Naty.

    Faculdade. Vida nova.

    Hoje entendo porque as pessoas “mais velhas” diziam:

    • Meu filho…a vida começa aos 18, verás…

    Começa mesmo. E não é brincadeira.

    Muda realmente quando você entra na faculdade, e começa a cursá-la. Aí sim seu mundo vira de cabeça para baixo, uma sacodida forte pra caramba no seu mundinho interior. E se for numa cidade diferente da sua, aí sim: literalmente outro mundo.

    calma wally, uma hora você se acha.

    E não é nada fácil encará-lo, por mais “pronto” você ache que esteja, nunca vai estar realmente preparado. Sempre tem alguma coisinha que bate e te derruba.

    Assim com o Wally, constantemente nos perdemos e temos que nos reencontrar o mais rápido possível e, muitas vezes, sem o auxílio dos pais… que é o meu caso.

    Quando deixamos a aba da saia da mamis, sabemos que a partir daquele momento, somos diferentes. Temos a obrigação de sermos diferentes, porque o mundo não perdoa as pessoas iguais, elas viram uma a mais no meio de tantas… apenas isso.

    O mais impressionante de tudo isso, são as responsabilidades, PRINCIPALMENTE se está sozinho(a), pois não há ninguém para lhe falar o que fazer, quando e aonde… Depende tudo de você.

    - Cacete…como esse cara tá chato esses tempos, só fala de coisa chata e pior: QUE EU JÁ SEI ¬¬

    É, realmente é um saco. Mas seria legal se eu já tivesse essa consciência antes. Eu tinha uma leve idéia, um esboço… mas quando cheguei descobri que: é legal pacas isso.

    Sim, crescer é irado. Você pode tomar suas próprias decisões, decidir o que é melhor pra você naquele momento.

    Não sou rico, transbordando dinheiro pela nuca, mas tenho que viver dentro de um orçamento familiar e meu isso é uma grande tarefa, pensar que além de você existe AINDA uma família vivendo a kilômetros e kilômetros de distância e que também estão preocupados com você nesse exato momento.

    Ah…. outro ponto bacana.

    Depois que você sai de casa, seus pais entram em pânico. Sério. Eles irão ficar preocupados, irão se desesperar se você não atender o telefone durante 15 minutos…então imagine deixar seus pais sem informações sobre você durante 3 horas….mais do que isso: experimente.

    Eu experimentei. Quase matei minha mãe…

    enjoy the moment...

    O bacana disso tudo é que você sente que realmente cresceu, que está pronto para lutar contra tudo que vem pela frente, que são cada vez mais provas, e mais desafios… cada vez mais difíceis.

    As vezes dá vontade de jogar tudo pro alto e sair correndo, porque realmente as coisas apertam quando se está sozinho, sem o contato “físico” dos pais, as decisões, por mais que sejam aconselhadas via telefone, internet, sempre serão SUAS. E, obviamente, as consequencias também.

    Fica aí o desabafo de começo de faculdade de engenharia…

    cara

    engenharia é embassado, mas vale a pena…

    pelo menos pra mim tá valendo…ambiente super legal, pessoas novas…

    Ah…as pessoas.

    Mas isso fica pra outro post.

    Abraços.

    Ouvindo: X Japan – The Last Song
     
  • guibleme 11:04 pm em July 16, 2010 Link Permanente | Responder
    Tags: conceitos, futuro, liberdade, moral, preconceito, problema, , , tabu, vida, virgem   

    Evolução: grande problema nosso de cada dia. 

    Vocês já pararam pra pensar nisso, com certeza.

    Como o ser humano adora arranjar problema em tudo que faz. Além de ser uma arte, é um prazer desse animal.

    Todos nós passamos por momentos em que temos que decidir coisas importantes, muitas delas são tão difíceis, que nos sentimos desamparados.

    Bom, esse é o tema de hoje: Evolução: quando a fase da vida real é mais difícil que no video-game.

    Lembro que não faz muito tempo eu ainda estava lutando pra passar no vestibular de alguma faculdade pública, em engenharia. E quando digo que não faz muito tempo, não faz MESMO…coisa de 1 mês atrás.

    Começa tudo bem legal, alguns apoiam e vibram com você e te desejam forças, enquanto outros nem sabem o que está acontecendo e querem mais é que você morra atropelado. De tudo, uma das coisas legais é a sensação de liberdade…bom, pelo menos nos 1ºs dias.

    Depois que passa a época do hype, todo mundo começa: “ Mas vai pegar muita mulher, né mermão… “, ” Te prepara, cara, vai fazer a vida…”

    NO INÍCIO (guarde bem essa parte, é importante), você dá boas risadas, concorda, balança a cabeça, mas depois de um tempo, quando percebe que  as pessoas falam realmente SÉRIO sobre esses assuntos, você fica tipo:

    é, eu sei como é isso.

    Como assim?

    REALMENTE É ASSIM?

    Não que eu seja um virgem assustado, mas isso realmente deixa a gente com a pulga atrás da orelha.

    Depois de um tempo refletindo, conversando com outras pessoas que já fazem parte desse meio, percebi que é algo normal as pessoas fazerem…err…de tudo.

    Pô, faculdade é sinônimo de fazer tudo? Liberar geral?

    Me faz lembrar a febre na década de 90′, no seu finalzinho, época em que o hype de “o mundo vai acabar”, ” o bug do milênio”, em que a segunda era um medo razoável, pois imagine acordar e não ter dinheiro em conta, ou uma dívida sua passasse a “X³”. Problema que foi corrigido por uma simples atualização de software, muito antes de acontecer.

    Aí quando o ano virou, manchetes horrendas apareciam nos jornais, retratando suícidios em massa e pessoas que fizeram de tudo pois acreditavam realmente que o mundo iria acabar.

    • Mas que baita babaquice, meu. Bando de idiota

    você, sobre o assunto

    É, cara, uma baita babaquice MESMO.

    Mas, agora pare e pense: isso não continua a acontecer?

    Sério, as pessoas continuam pensando dessa forma, só que dessa vez não têm uma desculpa tão boa. O motivo atual é: “Sou jovem, tenho que experimentar.” ou aquela ainda ” Essa fase não volta, tenho que aproveitar da melhor maneira possível.”

    E isso aí em cima virou motivo para as pessoas saírem fazendo o que vemos atualmente como “crise jovem”. Qual é, não tem maneira mais produtiva de aproveitar sua neo-maturidade?

    - Ah….cala a boca, cara. Tu é um virgem oldschool chatão.

    É, essa frase pode estar certa, mas uma coisa é inquestionável: as pessoas negam seu caráter e personalidade para aproveitar essa “fase que nunca irá voltar“.

    Hoje vemos as pessoas destruindo seus conceitos, suas amizades e até, muitas vezes, suas vidas por uma simples experiência. Como pudemos chegar a tal ponto, onde valorizamos o que é fraco e chulo e simplesmente negamos a existência de uma parte boa em nós, pois ela é considerada velha e obsoleta pela “maioria ativa”.

    Esse é o nosso problema.

    Esse é o problema do nosso Brasil.

    Deixamos de lado o básico e rumamos para o nada, correndo em direção do precipício, pois à partir do momento em que refutamos nossas qualidades e conceitos, refutamos nossa existência, e passamos a virar algo….simplesmente algo, porque quando não existimos, passamos a ser alguma coisa…é abstrato, não concreto.

    Fica aí a deixa.

    Clique para vê-la grande

    Clique para vê-la grande

    Faça algo decente com sua liberdade.

    Espero não ser o único que pensa assim.

    Música: Steffen Schackinger – City Lights

     
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