Geração Tédio

Mais uma vez, estou aqui influenciada por nada mais e nada menos do que pessoas e hormônios.
Pessoas nem tanto, são mais os hormônios. Ás vezes, quando estou sozinha e solitária, gosto muito de me apoiar na idéia de que o amor não passa de um nível alto de hormônios e seu instinto de preservação da espécie falando alto. Ás vezes acredito nisso, e nas outras, quando não estou sozinha, eu simplesmente não me apoio em nada, simplesmente não penso.
Pra que pensar hoje em dia, com a internet?
Hoje tudo que você diz, tudo que você faz, ou que você tenta fazer, é taxado como plágio ou  simples puxação de saco.
Se você faz um blog, você quer ser  PC Siqueira, se você é gótico, imita Lord Byron. Daqui a pouco, se você decidir se matar, vão falar que você quer copiar o cara do “Sociedade dos Poetas Mortos”.
É assim, só porque é fácil divulgar, nada é original e tudo se resume á nada.
O que acontece é que seres mesquinhos e sem imaginação têm muita dificuldade em admitir quando alguém diz alguma coisa que presta, e não o fazem por pura inveja, e os outros, que poderiam ser gênios da atualidade, deixam de tentar, de pensar e de falar o que pensam por causa dessa sub-espécie nojenta que não cria nada. O que acontece é que esses prováveis talentos não sabem que a primeira parte de uma ideia, quase sempre é ridicularizada, para depois ser contestada e finalmente, aceita.
Além disso, somos uma geração sem ter pelo que lutar. Somos uma geração de revoltados sem causa.
Antes, sem internet, sms, ou telefone, quando alguém se revoltava, saía na rua, colocava cartazes, se juntavam e faziam revoluções no estilo da Constitucionalista de 32. Hoje quando alguém decide se revoltar, faz um videoblog, um blog, um twitter (eu sou a prova viva de tudo isso).
Nem nossas músicas são boas, Cazuza, Renato Russo, Cássia Eller e muitos outros grandes compositores se foram, e deixaram o espaço musical para Dejá Vu, Hevo 84, Mc Catra, entre outros. E a maior revolta e decepção que você encontra nas letras são sobre relacionamentos adolescentes.
A única coisa que o adolescente ainda presta atenção é na música, e quando ele escuta é algo do tipo: Eu vou te esperar aonde quer que eu vá.
Você não escuta mais nada parecido com: Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação.
Somos a geração sem guerra, sem revolução, sem música, sem tentativas. Somos a geração do tédio e dos braços cruzados, eonosso mal  não é nenhum ditador, nosso mal é a depressão.

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